terça-feira, 12 de março de 2013

Memórias de Araruna: Recordando Beja Maranhão

Beja Maranhão
Benjamim Gomes Maranhão é certamente um dos nomes que ficaram registrados na memoria dos ararunenses, por sua vida de dedicação ao trabalho e a confiança depositada em suas palavras e ações. Nascido no dia 25 de dezembro de 1906, filho de José Gomes Maranhão e Maria Júlia Maranhão, "Seu Beja" como era popularmente conhecido, casou-se com Benedita Targino Maranhão (Dona Yayá), tendo como frutos da união os filhos: José, Everaldo, Carmésia, Wilma e Íris.

Pecuarista e agricultor, participou como um dos homens que serviram de pilares para a economia do Estado, que se modificava entre 1945-1950, deixando as culturas do  feijão e cana-de-açúcar para investir numa nova alternativa: o sisal, sendo a Paraíba á época a maior produtora nacional.

Sem tradição oligárquica, viu-se inserido no universo da política ararunense, conquistando espaços, se fortalecendo economicamente e assim como a fibra do sisal, foi ganhando força, para se tornar um dos maiores líderes políticos de Araruna, e de todo o curimataú.

Molduras com as fotografias do casal Benjamim Gomes Maranhão
e Benedita Targino Maranhão (Beja e Yayá).
Benedita Targino Maranhão (Yayá).
Homem sério e pai zeloso, era também exigente com seus filhos, onde após as primeiras letras enviou seu filho José para um internato em João Pessoa, e as filhas para um convento em Monteiro. Embora fosse um homem dedicado com os compromissos do trabalho, era preocupado e atento com sua família.

O apoio e a confiança de Benjamin em seu filho José, era sentida por toda a família, cercado pelos carinhos da mãe D. Yayá, José via nas diversas lições transmitidas pelo pai como conquistar dignamente seus objetivos. O caminho? Seu Beja lhe ensinou: responsabilidade, compromissos, metas, humildade e valorização das experiências.

A relação do pai com o filho José, muito chamado de "Zé de Beja", era tão grande, que chegaram até a ser sócios da empresa "Benjamim & Filho", produzindo, negociando e exportando sisal da região do curimataú ao porto de Cabedelo e de lá para a Europa, onde atendiam em dois escritórios no centro de João Pessoa.

Beja Maranhão e o filho piloto José Maranhão. Década de 1950.
Fonte: Acervo fotográfico de Humberto Fonseca de Lucena.
Em sua vida pública, Beja foi conhecedor de todo as possibilidades que a mesma proporciona, tirando proveito das suas experiências vitoriosas, assim como das derrotas, moldando-se cada vez mais como um homem integro e coerente, e se esforçando para repassar estes valores a seus descendentes.

Seu histórico eleitoral se inicia vencendo o pleito de 1955, conquistando o cargo de Prefeito de Araruna, obtendo 62,49% dos votos válidos, derrotando o saudoso Ernesto Targino da Costa Moreira. Beja concorreu novamente em 1963 para prefeitura de Araruna, desta vez não logrando exito, numa disputa acirrada contra o então jovem Targino Pereira da Costa Neto. Targino obteve obteve 51,96% dos votos contra 48,04% dos votos válidos de Beja Maranhão.

Persistente o "Velho Beja" que muito lutou em favor da emancipação de sua querida Cacimba de Dentro, antes distrito de Araruna, candidatou-se a prefeitura da cidade que ajudou a emancipar, derrotado no ano anterior em Araruna, Beja Maranhão se elege Prefeito de Cacimba de Dentro em 1964 pelo partido PTB, obtendo 65,23% dos votos válidos contra 34,77% dos votos sufragados a Mário Pequeno de Moura da UDN.

Encerrando uma exitosa gestão a frente de Cacimba de Dentro e com nome consolidado na região, retornou a política de Araruna em 1968. Beja decide ceder a "cabeça-de-chapa" para o médico Rivadávia Pereira Guedes, numa nova disputa pela prefeitura, indicando seu filho mais velho Everaldo Targino Maranhão como candidato a vice, a dupla do histórico MDB, então oposição, foi derrotada por Agenor Targino (prefeito) e Mentor Carneiro da Fonsêca (vice-prefeito), candidatos da ARENA. O MDB sufragou 46,59% dos votos, não sendo o suficiente para rebaterem os 53,41% dos votos que elegeram Agenor prefeito.

Prefeito Beja Maranhão (de chapéu) e Deputado José Maranhão (primeiro á direita)
durante comício em Araruna. Década de 1950. Fonte: Rodriguez; Castro. 2009).
Participante ativo da política partidária, se mostrou um grande um líder, conseguindo resultados inclusive nos bastidores. Imperioso se destacar o famoso episódio do "Racha dos Targino", quando Benjamim retirou sua candidatura como deputado estadual em favor do filho José Maranhão, grande líder político á época José Targino ex-prefeito do município, foi contra, queria indicar seu genro Celso Novaes. Resultado: diante do estimulo e confiança depositados no filho, Beja Maranhão venceu, indicou e elegeu o jovem José Maranhão como deputado estadual em 1954, era esta a força que ele precisava para o inicio de uma grande carreira política que extrapolou as próprias dimensões que o Velho Beja visionou.

Benjamim Maranhão foi uma grande base de apoio da família e amigos em momentos difíceis, como no episódio da cassação do deputado José Maranhão pela Ditadura Militar, além de perseguições e retaliações políticas, onde o próprio Beja foi preso e escoltado de Araruna até João Pessoa, onde após chegarem foi imediatamente solto. Segundo depoimento de José Maranhão em 2009, sobre o episódio, o mesmo nos diz: "Meu pai não dera e qualquer motivo para ser preso. Não cometera nenhum ato subversivo, não estava armado, não fez nenhum movimento de incitação da população contra o regime. Tudo porque ele era o pai de um deputado que não era bem visto pelo golpe de 64,. O que queriam era me atingir."

Seu Beja tinha como uma de suas características a voz rouca e os pausados momentos de reflexão, seguidos por ensinamentos, era como uma pilastra de sustentação, onde sua estima pelo trabalho era regada com austeridade e rigidez, sua solidariedade era sentida por todos que se faziam presentes em seu meio, seja na cidade ou no campo, em Araruna ou municípios que recebiam sua influência.

Comício em Araruna, José Maranhão (terceiro da esquerda para a direita), Beja  Maranhão
quase de costas  (segundo da direta para á esquerda). Década de 1950.
 Fonte: Rodriguez; Castro. 2009).

Sua generosidade era tamanha que corriqueiramente ouve-se ainda falar em sua bondade e na firmeza de seu caráter,  Beja Maranhão era alguém em quem se podia confiar, onde conterrâneos e amigos mais próximos o visitavam sem cerimonia em sua residência, ou com seus carros lotados de tantas pessoas, em caronas, onde fazia questão de preencher todos os espaços possíveis, para alegria sobretudo das crianças que se amontoavam em cima dos carros.

O desprendimento de Seu Beja das ""coisas materiais" era sobreposto por uma solidariedade que não media dificuldades, percebedor da nobreza das causas humanas, construiu em Araruna no ano de 1954 o Hospital e Maternidade Maria Júlia Maranhão (homenagem a sua progenitora), onde atualmente prestes a completar 60 anos de funcionamento, a unidade hospitalar ainda é o maior centro hospitalar da região, mesmo mediante dificuldades financeiras segue firme, assim como a vontade de Beja de realiza-lo, no atendimento das causas da saúde.

Prefeito Benjamim Maranhão, Francisco Soares de Oliveira, deputado José Maranhão e populares,
introduzindo imagem de N. S. de Fátima no Hospital e Maternidade Mª Júlia Maranhão.
Década de 1950. Fonte: Acervo fotográfico de Humberto Fonseca de Lucena.
Hospital e Maternidade Maria Júlia Maranhão, fundado por Beja Maranhão em 1954.
Década de 1950. Fonte: Acervo fotográfico de Humberto Fonseca de Lucena.

Seu Beja é lembrado sempre como um homem de posições firmes, severo com o trabalho, solidário e responsável.

Em seguida, breves testemunhos de pessoas que conviveram com ele: 
  • Carmésia Maranhão Leite: "Meu pai era capaz de dar a roupa do corpo para acudir a necessidade de um amigo." (RODRIGUEZ, CASTRO, 2009).
  • Targino Pereira da Costa Neto (ex-adversário político): "Beja era um homem honesto e trabalhador, as vezes arengueiro, mas sempre um homem de boa vontade."
  • Bento Agripino Macêdo (ex-funcionário): "Era um grande homem...sem sombra de dúvidas junto do filho é um dos maiores nomes de Araruna na história."
  • Adalberto Targino: "Um predestinado ao trabalho. intuitivo nos seus arrojos, plantando arvores, semeando amigos [...] e seguidores que se estendiam de Araruna a Cacimba de Dentro." (RODRIGUEZ, CASTRO, 2009).

Seu Beja incentivou José Maranhão á carreira política, retardando o objetivo do filho em se dedicar a  paixão da aviação, de certa forma, o "Velho Beja" foi o grande apoio para o filho alçar voos maiores na política, embora tenha chegado a presenciar a filha Wilma Maranhão se eleger prefeita de Araruna em 1976, não teve oportunidade de ver a volta por cima de José Maranhão, após o fim da Ditadura Militar,  onde ocupou os cargos de deputado federal, vice-governador, governador da Paraíba três vezes e senador da república.

Em 1º de dezembro de 1977, aos 71 aos de idade, acometido de uma árdua batalha pela preservação de sua saúde, faleceu Beja Maranhão. Sua morte foi relatada em crônica do historiador Gonzaga Rodriguez (2009):

"Que homem é esse, para quem se encheram as estradas do brejo e do curimataú ao aviso da sua morte?
Fazia política, geria municípios, era ouvido e solicitado, mas o que era mesmo era agricultor. Agricultor nos modos, nos compromissos, o comportamento do homem em estreita coerência com o da terra. Se em se plantando nela tudo dá, dava-se o mesmo com Beja. Botou enquanto pôde para os milhares de mãos de Araruna, Tacima e Cacimba de Dentro. O povo confiava nele como se confia num ano bom de inverno [...]."


Seu Beja foi por diversas ocasiões homenageado, denominando  ruas e escolas em Araruna, Cacimba de Dentro e até mesmo Belém,  uma Policlínica em Araruna, é o patrono da Escola Estadual Benjamim Maranhão, assim como o Jardim Botânico Benjamim Maranhão, na Mata do Buraquinho em João Pessoa, além de ser o grande patriarca do clã "Maranhão", conhecido em todo o estado da Paraíba, tendo como herdeiros políticos os filhos José e Wilma, e os netos Olenka e sobretudo Benjamin, ou simplesmente "Beijinha", que ostenta no nome a força do memorável Benjamim Maranhão.

Painel da E.E.E.F.M. Benjamin Gomes Maranhão em Araruna/PB.
Fonte: Rafaella Santos, 2013.
Homem austero e coerente, Beja Maranhão foi sobretudo um homem querido, seu exemplo, assim como uma semente, foi plantado e rende bons frutos, sua confiança e responsabilidade certamente fazem parte de bons momentos das Memórias de Araruna.


Wellington Rafael

__________________________________________________________________________
Referências:
RODRIGUEZ, CASTRO. José Maranhão - Uma vida de coerência. 2009. Paz e Terra.
Sistema Histórico de Eleições - TRE/PB: http://www.tre-pb.gov.br/she/pages/consulta/pleito_listar.jsf

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A.J. Pereira da Silva – O poeta de Araruna

Fotografia Pereira da Silva.

          Araruna tem o orgulho de ser a terra natal, de um grande poeta, Antonio Joaquim Pereira da Silva, que foi o primeiro paraibano a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), além de ser um dos patronos da Academia Paraibana de Letras.
            Antonio Joaquim Pereira da Silva nasceu em Araruna - PB, aos 12 de novembro, embora comemorasse no dia 9, no ano de 1876 (ano de emancipação do município). O jovem Pereira da Silva era de família pobre, tinha uma grande fascinação pela arte da leitura, desbravador do conhecimento procurava a leitura onde quer que fosse, quem tivesse alguma fonte leitura na então vila de Araruna, era procurado por Pereira da Silva, sendo quase intimado a emprestar-lhe um livro. 
            Adepto do hábito da leitura, não se recusava ler o que fosse, sejam romances, livros de economia, jornais velhos, histórias da Carochinha, pois ler e escrever eram suas paixões.
           Filho de Manuel Joaquim Pereira da Silva e Maria Ercelina Pereira da Silva, o poeta de Araruna tinha uma grande admiração pelo pai, que fabricava violas, ficava horas observando com paciência o que para ele eram: “os suspiros e as tristezas de amor dos poetas do sertão”. Quando seu pai morreu foi morar com os avós, recolheu como herança e guardou com zelo, uma cruz de madeira que seu pai fabricara antes de morrer, pois considerou a  cruz seu destino já que deveria se chamar Pereira da Cruz, onde o mesmo hesitou em assinar assim, ficando mesmo por Pereira da Silva.
           Foi batizado aos 12 de março de 1877, pelo vigário Francisco Xavier da Rocha. Pereira da Silva chegou a ser coroinha da então capela da Conceição (hoje Igrejinha de Santo Antonio), de onde ficava olhando o movimento dos pássaros na pacata vila de Araruna, onde as rolinhas ficavam em casais em cima da cruz da capela, aonde chegou até homenagear Araruna, com uma poesia denominada “Idade de Ouro.”

Retrato de Formatura do Poete Pereira da Silva.
Fonte: LUCENA, A. J. PEREIRA DA SILVA, 1993.
Fotografia de A.J Pereira da Silva.
 Fonte: http://arteemoes.blogspot.com.br

Antiga capela de N. S. da Conceição, atual igrejinha de Santo Antonio,
onde Pereira da Silva foi batizado e coroinha.
Fonte: Acervo de Humberto Fonsêca de Lucena
           Em 1891, com apenas 15 anos de idade foi forçado pelas dificuldades acarretadas pela seca a sair de sua querida e admirada Araruna, mudou-se para o Rio de Janeiro onde ingressou na Escola Militar, formou-se em Direito foi promotor público no Paraná, voltou ao Rio onde inicio sua vida de jornalista escrevendo em A cidade do Rio, Gazeta de Notícias, Época, Pátria, Jornal do Comércio e nas revistas Roza Cruz e Mundo Literário.
           Antonio Joaquim Pereira da Silva foi o primeiro paraibano a ingressar na Academia Brasileira de Letras, tornando-se um dos imortais de nossa História, ingressando na academia em substituição ao imortal Luis Carlos na cadeira de nº 18. Teve muitas Obras publicadas tais como: Solitudes, 1918; Beatituides, 1919; Holocausto, 1921; o Pó das Sandálias, 1923; Senhora da Melancolia, 1928; Alta Noite, 1940, entre outros.
           A.J. Pereira da Silva faleceu no Rio de janeiro em 1944, morreu pobre esquecido, é famoso pelo nome de “Poeta da Dor”, pois transpassava em seus trabalhos todo seu sentimento recolhido de tristeza.

 Pertencem a ele pensamentos famosos como:

“A glória humana de viver consiste em ser feliz, mesmo se sendo triste.” (O divino tríptico)

“É preciso sofrer assim como se é preciso amar.” (Simples reflexão)

“Saudade, o inverso da Esperança, cada instante vivo mais aumenta!” (Saudade)

“Vive com tua dor, que esta jamais ilude.” (Palavras suas)


            Foi homenageado no brasão do município de Araruna, de onde constam em seu escudo um livro com as iniciais ‘P’ e ‘S’, Pereira da Silva, dentro de um livro, ladeado de uma caneta de penas. 
Homenagem a A.J. Pereira da Silva no Brasão de Araruna - PB
         Infelizmente, não existe uma única instituição de ensino em Araruna, onde se homenageie este grande mestre das letras e do saber, onde apenas vemos pais, familiares, padrinhos, madrinhas de/ou políticos famosos nomenclaturando as escolas do município, onde estas pessoas muitas vezes não possuem nenhum vínculo com a educação, esquecendo-se assim da importância de ressaltar o exemplo do grande poeta Pereira da Silva.
           É sem Dúvida um dos Ararunenses e Paraibanos mais nobres e ilustres de nossa história, deixando um belo exemplo de que a Educação rompe as fronteiras da pobreza e de todas as dificuldades impostas, exemplo de amante sua terra Araruna e com certeza uma fonte inspiração para as gerações mais jovens de ararunenses.

Fotografia de Antonio Joaquim Pereira da Silva.
Fonte: LUCENA, A. J. PEREIRA DA SILVA, 1993.

Pereira da Silva com o fardão da ABL.
Fonte: LUCENA, A. J. PEREIRA DA SILVA, 1993.
  • Caricaturas de A. J. Pereira da Silva:
Caricatura do poeta Pereira da Silva publicada no jornal O Globo,
Rio de Janeiro. Fonte:Fonte:http://www.casadamemoriaararuna.com/
Caricatura publicada no Suplemento Literário de A  Manhã
 - vol. VII, Rio, domingo,  15/10/1944.
Fonte:http://www.casadamemoriaararuna.com/
Caricatura divulgada em O Radical - 21/10/1932.
Fonte:http://www.casadamemoriaararuna.com/
Fonte: http://www.casadamemoriaararuna.com/

Caricatura divulgada em O Radical - 26/06/1934.
Fonte:Fonte: http://www.casadamemoriaararuna.com/
Fonte: http://www.casadamemoriaararuna.com/

Wellington Rafael

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Felicitações a Olenka Maranhão: Uma breve trajetória de vida.

Olenka com sua filha Maria Wilma, 2011.

Venho por meio deste espaço parabenizar a deputada estadual Olenka Maranhão, pela data da passagem de seu aniversário, neste dia 03 de janeiro de 2013, onde a saúdo e desejo um novo ano renovador e dinâmico. com muitas conquistas e realizações, trazendo uma breve trajetória de sua vida.

Olenka Targino Maranhão, nasceu em João Pessoa - PB, aos 03 de janeiro de 1970, filha de Newton Pedrosa (in memoriam)  e Wilma Targino Maranhão, é advogada e atua na vida partidária paraibana, sendo filiada ao PMDB.

Veio de uma família tradicional na política paraibana "Maranhão", sendo neta do ex-prefeito de Araruna e Cacimba de Dentro Benjamim Gomes Maranhão (Seu Beja, in memoriam), sobrinha do ex-deputado estadual e federal, ex-senador e ex-governador do estado José Targino Maranhão, filha da prefeita de Araruna Wilma Targino Maranhão, irmã do também ex-prefeito de Araruna e atual deputado federal Benjamin Gomes Maranhão Neto (Beijinha) e de Helder Targino Maranhão, seu irmão mais velho (in memoriam).

Olenka e seu irmão Benjamin ao lado do pai Newton Pedrosa,
 década de 1980. Fonte: Acervo  familiar.

A jovem Olenka desde cedo acompanhou o ritmo político da família, onde ainda criança testemunhou a intensa vida pública do avô Beja Maranhão, do tio Zé Maranhão e de sua mãe Wilma, desta forma a vocação política não conseguiu escapar de seu destino, onde com apenas 22 anos de idade foi eleita prefeita do município de Cacimba de Dentro - PB, de onde possui muitos laços políticos e vinculo afetivo.

No ano de 1998 lançou candidatura a deputada estadual, ao lado do tio, o governador Zé Maranhão, reeleito com a maior votação proporcional do país naquele pleito (cerca de 83% dos votos válidos), onde Olenka foi conduzida a "Casa de Epitácio Pessoa" como a deputada estadual mais votada naquela eleição , tendo sido reeleita nos pleitos de 2002, 2006 e 2010, onde está em seu quarto mandato na Assembleia Legislativa, sendo uma voz atuante na bancada de oposição da Paraíba, representando o Curimataú Paraibano.

Casou-se com o empresário Plínio Leite de Fontes Filho, onde deste enlace nasceu a pequena Maria Wilma, motivo de muito orgulho e alegria para esta família, sendo uma criança ativa e bastante comunicativa.

Ex-governador José Maranhão, prefeita Wilma, dep, Olenka e dep. Benjamin,
durante diplomação dos eleitos da 20ª zona eleitoral. Fonte: Ararunaonline.com.br
Dep. Olenka Maranhão em sessão plenária na Assembléia Legislativa da Paraíba.
 Fonte: http://www.al.pb.gov.br/
Bancada feminina da ALPB, em comemoração ao Dia da Mulheres, (Deputadas Francisca Motta,
Olenka Maranhão, Eva Gouveia, Gilma Germano, Léa Toscano e Daniella Riberiro).
 Fonte: http://www.al.pb.gov.br/

Olenka duranta apresentação cultural no I Festival de Inverno de Araruna, em 2009.
Fonte: Ararunaonline.com.br
O casal Plínio Leite e Olenka Maranhão, durante comemoração
de aniversario de sua filha Maria Wilma em 2012. 
Tradicional fotografia de campanhas eleitorais da deputada Olenka Maranhão.

Através desta breve trajetória relatada envio minhas congratulações não somente a deputada Olenka Targino Maranhão, mas a cidadã Olenka, mulher centrada, gentil e atenciosa. Feliz aniversário Olenka Maranhão com muita saúde e paz.

Wellington Rafael

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Eleição para presidência da Câmara e a falta de Espírito Público em Araruna


Câmara de Vereadores de Araruna. Foto: Ivan Rocha
A poucos dias nos deparamos com a seguinte manchete:"EXCLUSIVO: Disputa para presidência da Câmara de Araruna pega fogo", até onde este fogo macula a democracia não podemos calcular, mais do que mal soante, o universo danoso que perpassa nossas mentes com estas palavras é tremenda, sobretudo por estarmos no final do ano de 2012, indo para uma nova legislatura na câmara de vereadores, 2013 se aproxima, e é chegado o momento dos compromissos assumidos publicamente pelos candidatos eleitos no último pleito eleitoral de outubro, serem postos em prática, notadamente pelos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos eleitos.

Interessante observar a movimentação política para o inicio destes mandatos "pegando fogo", no caso do  município de Araruna, assim como em muitos outros milhares de municípios espalhados pelo Brasil, uma dinâmica intensa dos vereadores eleitos, discutindo a formação da nova mesa diretora de suas casas legislativas, onde presidentes, vice-presidentes, 1º secretários, 2º secretários, etc.....serão escolhidos.

O que de mal há nisso ? Na teoria, seria um ato comum e necessário, na prática uma enorme movimentação política,  onde alguns, segundo especulações já se manifestaram interessados na vaga de presidente da Câmara de Vereadores de Araruna "Joaquim Cavalcante de Oliveira Lima", a exemplo dos vereadores: Francisco Edinaldo Pontes Martins (Naldo de Zé de Neco) e Carlos Antônio de Souza Teixeira (Toinho Natanael Filho), todos do PMDB.


O grande problema, é que vez por outra surgem comentários na cidade como: "OS VOTOS PARA ESCOLHA DO NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA JÁ ESTÃO SENDO NEGOCIADOS", "CUSTARÁ CARO AO PRÓXIMO PRESIDENTE SE ELEGER, CADA VOTO ESTÁ MUITO CARO ", além dos próprios valores dos votos por dinheiro que se ouvem, onde qualquer que sejam os valores enojam a democracia. 

Porém, os cidadãos são cotidianamente informados destas práticas corriqueiramente, e de forma natural ouvem, como se a ética e a moral de uma sociedade não estivesse sendo corrompidas, numa sociedade onde os serviços públicos básicos são precários, estas  informações da movimentação política sem compromisso com os reais problemas da população deveriam deixar perplexa toda uma sociedade, carente de educação, saúde, habitação, segurança, lazer, entre outros serviços públicos. Esta situação ocorre por um motivo: A Falta de Ética e de Espírito Público, sendo de total importância que cada individuo, sobretudo nossos representantes eleitos, deixem de lado seu egoísmo e cumpram seu verdadeiro papel, como membros de uma coletividade.

Pela falta de espirito público toda sociedade paga.
Justamente a falta de Espírito Público, que faz com que práticas de negociações de votos, de forma mesquinha pensando nos interesses particulares, como no caso de escolha de presidente para uma câmara de vereadores aconteça, como o que deveria ser inerente a personalidade do ser humano, aliado ao cumprimento do próprio dever, não fosse levado em consideração por nossos vereadores, pois o espírito público é a capacidade individual de se colocar o bem coletivo a frente de interesses particulares, visando o desenvolvimento da sociedade como um todo.

A negligencia do poder público molda a mentalidade da população, que consequentemente se desinteressa em contribuir também com o progresso coletivo. Desta forma, a falta de interesse de nossos representantes em realizarem ações em prol do bem comum, gera um conformismo na população, já acostumado com as práticas do egoismo e da mesquinharia, onde a satisfação pessoal e o crescimento do "eu" é posto acima do sentimento pátrio e do respeito ao patrimônio público.

O objetivo desta reflexão, não é o de catapultar um julgamento precipitado dos nossos representantes mirins, candidatos a presidência da câmara de vereadores, nem tão pouco apontar que nossos vereadores com direito a voto nesta eleição, cometam práticas viciosas e prejudiciais a democracia, mas, o que é imperioso se ressaltar, é que estas práticas ocorrem infelizmente e tradicionalmente em nosso município  a muito tempo, e que nossos vereadores assim como o poder executivo, devam fazer valer o papel da ética e do zelo pelo que é público em suas  decisões, respeitando a democracia e o povo.

Quando o estado e a sociedade conjuntamente se aliarem na efetivação  de objetivos coletivos,  haverá uma mudança de realidade, certamente se nossos vereadores, que ora se movimentam, visando acordos particulares nesta eleição para presidência da câmara, se movimentassem da mesma forma para solucionar os problemas de nosso município, muito seria realizado pelo povo de Araruna, invés de estarmos neste infindável martírio,  com a falta da ética e do espirito publico, onde todos pagam um preço alto pelo egoismo de cada um.

Wellington Rafael

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Memórias de Araruna: Recordando Manuel Paulino

Manuel Teixeira Martins (Mané Paulino)
Araruna é terra de muitas figuras que se destacaram nas mais variadas escalas da sociedade, sejam acadêmicos, juristas, políticos, poetas e outros segmentos. Algumas destas personalidades deixaram marcas profundas, que constituíram lições de vida, ensinamentos que ficam como maior obra de suas passagens. 

Uma destas figuras, certamente lembrada por muitos ararunenses, mesmo embora já tenha partido e deixado saudosas lembranças, foi o senhor Manuel Martins Teixeira, conhecido como Manuel (ou Mané) Paulino.

Manuel Paulino foi agricultor, barbeiro, delegado de Araruna, comercial (década de 1960 ramos de combustíveis), além de ter sido por 6 vezes vereador do município de Araruna, foi fiscal municipal na gestão do prefeito Benjamim Maranhão (Seu Beja), e vice-prefeito, tendo sido eleito para este cargo em 1988, ao lado da  prefeita Wilma Maranhão em seu segundo mandato.


Nascido em Araruna - PB, aos 20 de janeiro de 1922 era filho de Dona Joana Gertrudes e do Senhor Apolinário Martins Teixeira. A explicação de seu apelido "Manuel Paulino" vem do nome do pai, Apolinário, que era conhecido por "Seu Paulino", consequentemente esta forma de tratamento informal passou para seu filho, que desde então se tornou popularmente conhecido como Manuel Paulino.

Manuel Paulino, era casado com Dona Maria das Neves Teixeira (Dona Nevinha), hoje residente em João Pessoa - PB, cujo enlace resultou em 11 filhos, sendo eles: Maria das Graças Teixeira (primogênita), José Teixeira Sobrinho (Dedé Paulino), Maria Dalva Teixeira, Maria Eunice Teixeira, Maria Lúcia Teixeira, Jamilson Martins Teixeira (Nem), Joacil Martins Teixeira, Maria de Fátima Teixeira, Maria de Lurdes Teixeira (Dinha), Maria Dilza Teixeira e o filho caçula Edmilson Martins Teixeira. 

Mané Paulino ao lado de seus pais Seu Apolinário e Dona Joana, além do genro Manasses 
e o neto George, em abril de 1977. Fonte: Acervo fotográfico de Nem Teixeira.

Homem de temperamento calmo, Manuel Paulino era cativo leitor das revistas Cruzeiro, fatos e Fotos  e Manchete, além de ser torcedor do Botafogo Futebol Clube do Rio de Janeiro, seu clube de coração. Residiu grande parte de sua vida na casa nº 4 da Praça Feliciano Soares, vizinho a Igrejinha de Santo Antonio.

Mané Paulino com esposa e filhos, na sua "cadeira favorita", em abril de 1977.
 Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 

A bondade e a simpatia certamente eram as características mais marcantes de Manuel Martins Teixeira, pois geralmente são com estas palavras que a maioria das pessoas que o conheceram o descrevem, pois estas qualidades são próprias das pessoas que viveram em prol da coletividade e do bem ao próximo, não foi por isso a toa ter sido padrinho de tantas e tantas pessoas, justamente pelo afeto que recebia de volta das pessoas que o conheciam, onde independente de qual família pertenceu, ou da sua classe social, era notadamente um homem digno.

Manuel Paulino e filhos junto de seu carro, um Corcel 2 em março de 1980.
Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 
Manuel Paulino, Dona Nevinha e filhos, em março de 1980.
Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 

Mané Paulino e afilhados na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Araruna,
década de 1980. Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 
Visita de Manuel Paulino a Brasília, década de 1980.
Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 
Manuel Paulino, com seu filho caçula Edmilson, junto do casal Demócrito Moreira (Seu Moca)
e Dona Maura  Targino.  Década de 1970. Fonte:Acervo fotográfico de Dedé Paulino. 
Mané Paulino candidato a vice prefeito nas eleições de 1988 em Araruna, junto do
então locutor "Zezinho do Cinema", da então candidata a prefeita Wilma Maranhão
 e a jovem Olenka Maranhão. Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 
Manuel Paulino em ato de assinatura de posse de mandato,  além da professora Gilvaneide
Clementino. Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 
Residencia do senhor Manuel Paulino, casa n§ 4 da Praça Feliciano Soares do Nascimento.
 Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 

O saudoso Mané Paulino faleceu aos 27 de julho de 2002, com 80 anos de idade, após conviver 13 anos vítima de trombose, que o deixou por anos em cima de uma cadeira de rodas. Deixando aos seus descendentes, amigos e admiradores um exemplo impecável de conduta, digna de ser recordada.

Seu Manuel Paulino ja bastante debilitado, junto de seu filho Jamilson (Nem ) e da neta Nicole, inicio dos anos 2000. Fonte:Acervo fotográfico de Nem Teixeira. 
Manuel Martins Teixeira, o inesquecível Mané Paulino.

Agradecimento aos filhos de Manuel Paulino: Jamilson Teixeira Martins (Nem), por disponibilizar acervo fotográfico e José Teixeira Sobrinho (Dedé Paulino) pelas informações que transmitiu.


Wellington Rafael

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Esclarecimentos da Reitoria da UEPB aos alunos de Odontologia do Campus VIII Araruna


Mediante as manifestações externadas pelos bacharelandos do curso de Odontologia do Campus VIII UEPB Araruna, em ato de justa manifestação e protesto, na cobrança de melhorias em seus laboratórios e clínicas, chegando a entrar em greve, conseguiram através da repercussão destes atos chamarem a atenção por esta nobre causa, repercutida em diversos blog, e portais de notícias de Araruna e em âmbito estadual, atentarem os olhares da  Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que em nota recém enviada, manifesta esclarecimentos aos mesmos sobre sua postura para sanar  as dificuldades apresentadas e vivenciadas pelos alunos deste curso, que apenas buscam dignamente o direito de poder cursarem e se capacitarem como bons profissionais.

                               

Reforço minha solidariedade com os discentes do curso de Odontologia, e de forma democrática abro espaço para a Reitoria da UEPB fazer seus esclarecimentos a respeito do assunto, como canal de contato e entendimento de ambos, sobre suas posições.

Segue a Nota:

UEPB esclarece sobre processo de aquisição de equipamentos para Curso de Odontologia do Campus VIII
Qua, 12 de Setembro de 2012 15:41

  
A Administração Superior da Universidade Estadual da Paraíba esclarece que o processo de aquisição dos equipamentos para o Curso de Odontologia do Campus VIII, localizado no município de Araruna, encontra-se em plena tramitação, seguindo os passos determinados pela Lei nº 8.666/93 – Lei de Licitações. O referido processo, alheio à vontade da Pró-Reitoria de Administração (PROAD) e da Comissão Permanente de Licitação da UEPB, passou por alguns transtornos que lhe interromperam a execução em tempo hábil, como programado. Neste sentido, cumpre ressaltar que:
  
O Pregão Eletrônico nº 098/2011, realizado em 11.05.2012, resultou fracassado, conforme faz prova a publicação do DOE de 23.05.2012, pag. 15.
Ato contínuo, após a emissão de parecer da Procuradoria Jurídica da UEPB, pugnando pela compra direta, em virtude do fracasso verificado no PE nº 098/2011, a PROAD envidou todos os esforços no sentido de cotar preços para instrumentalizar o processo de dispensa de licitação, encontrando sérias dificuldades (empresas que não respondiam ao pedido de pesquisa de preços ou que não se propunham à instalação; preços não compatíveis, etc.), o que, só agora foi possível concretizar, com a contratação da Empresa CHICAGO PENEUMATIC BRASIL LTDA, CGC N° 51.609.568/0001-45, com sede a Rua São Paulo, 147, Alphaville Industrial e Empresarial, Barueri – SP – CEP: 06465-130, com entrega prevista para o dia 20 de setembro.

A PROAD, no desempenho de sua obrigação, cumpriu todas as etapas necessárias à elucidação do problema surgido após o Pregão Eletrônico nº 098/2011 ter sido declarado fracassado, de acordo com o que preconiza a legislação – mesmo lamentando o decurso de prazo ocorrido para adquirir os equipamentos, imprescindíveis às atividades do Curso de Odontologia, faz-se necessário esclarecer que, à Administração Pública, não é permitido ultrapassar o limite imposto pela lei, nem burlar as determinações legais, mesmo que a aquisição em pauta apresente-se urgente e indispensável.

A Administração Central da UEPB, logo que tomou conhecimento do movimento grevista dos estudantes, convidou o coordenador do Curso de Odontologia e o diretor do Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde (CCTS) a comparecerem a Reitoria, juntamente com representantes do Departamento de Odontologia do Campus de Campina Grande, para formatarem uma proposta alternativa que pudesse garantir as aulas práticas dos alunos do 5º período que precisavam de aulas práticas em clínica. Foi proposta a vinda dos alunos do 5º período para Campina Grande, garantindo hospedagem, alimentação e todas as aulas práticas em uma clínica disponibilizada pelo Departamento de Odontologia. Para os alunos do 4º período, foi proposto o transporte de ida e volta de Araruna para Campina Grande, para viabilizar a aula prática em pré-clínica, que acontece uma vez por semana.
Assim, nesse período seriam tomadas todas as providencias para a conclusão da instalação da Clínica no Campus de Araruna. Em Assembleia, ficou definida uma comissão de estudantes para ter acesso a toda documentação do processo de licitação e instalação da clínica.

Sendo assim, a Administração Superior da UEPB convida a todos os alunos do Curso de Odontologia do Campus VIII a uma reflexão e ao retorno das atividades para que os prejuízos não se acumulem.



Campina Grande, 12 de setembro de 2012.

Aldo Bezerra Maciel

Vice-reitor, em exercício na Reitoria

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A prática do Jiu-jitsu em Araruna

Equipe de Jiu-jitsu PitBull - Araruna - PB
Mediante a busca por uma melhor qualidade de vida sabemos que a aquisição de conhecimentos faz diferença no mundo em que vivemos, mas devemos ressaltar também que a pratica esportiva se torna essencial nesta busca, o movimento está em nossas vidas como uma necessidade básica e fundamental vital do ser humano, seja para crianças, adolescentes, adultos ou idosos, através da prática esportiva expressamos sentimentos, crenças, valores e nosso modo de sentir e perceber o mundo. As modalidades de esportes existentes são das mais variadas, sejam de esportes coletivos ou individuais, notadamente todos auxiliam na formação da conceituação básica da cidadania, aspectos afetivos, sociais, cognitivos, culturais e biológicos. 

Desta maneira, procuro destacar, um grupo praticante de esportes no município de Araruna, que com muita determinação está fazendo a diferença na vida de muitos jovens desta cidade, me refiro particularmente ao Grupo PitBull de Jiu-jitsu, organizado pelo mestre e incentivador Jailson Pinheiro, praticante deste esporte, e sobretudo um vencedor nos tatames e fora deles, que trabalha com uma equipe de jovens que praticam o Jiu-jitsu, e de forma eficaz e competitiva, concorrem em diversos torneios, nos mais diversificados lugares, em busca de títulos e principalmente enraizando diversos valores, que influenciam certamente suas vidas, seja na consequente melhoria nas suas condições físicas e de saúde ou em outros valores.

Equipe PitBull

Este trabalho do Grupo PitBull merece destaque, tendo em vista a deficiência e a ausência de atenção dos poderes públicos, sejam em âmbito municipal, estadual e federal, em dar suporte as práticas esportivas, e ações como as deste grupo, contribuem para formação de jovens mais competentes e capazes de se adequarem ao mundo que a eles é apresentando diariamente, pois com a aquisição de valores e a luta por alcançar seus objetivos, se tornam pessoas mais preparadas para também concorrerem nas mais variadas competições que a convivência social os impõe.

Podemos citar brevemente que o Jiu-jitsu é uma arte marcial japonesa, que utiliza-se golpes com técnica de alavancas, torções e pressões contra o adversário, sua criação remonta a época dos antigos samurais, que quando acabavam uma batalha sem suas espadas ou lanças, necessitavam de um método de defesa, usando seu corpo como arma. Uma das qualidades destes esportes de combate, certamente é o aprendizado e respeito mutuo entre os adversários, seja durante as mais variadas situações, como em casos de vitória ou derrota, demonstrando claramente a influencia e os valores positivos como influencia em seus praticantes.


O grande idealizador deste projeto o senhor Jailson Pinheiro, é colecionador de uma série de títulos ao longo de sua trajetória, onde podemos destacar os seguintes: Campeão Norte Nordeste, Campeão e Vice-Campeão Paraibano, Campeão Potiguar, Campeão Open e Acari - RN, também campeão em Campina Grande - PB, Currais Novos - RN, 2º lugar em Picuí - PB e Campeão Interno da Gfteam. Em quase todos os torneios que Jailson Pinheiro participou seus alunos estavam também presentes, competindo, e seguindo seu exemplo de vitória, conseguindo estarem presentes em diversos pódios, seja em 1º, 2º ou 3º colocados, ou participando com afinco das competições.

Outro jovem notadamente destacado neste esporte, é Ednardo Gabriel Sousa, que  faz parte da equipe Super-Fight de Bananeiras- PB, mesma equipe que Jailson Pinheiro também faz parte.Ednardo é um exemplo de dedicação neste esporte de contato físico, tanto quanto para seus alunos no município de Araruna, onde trabalha como professor de Ciências, para jovens do Ensino Fundamental.
Ednardo Gabriel Sousa destacando medalha
conquistada em competição
Este exemplo da pratica do esporte vivenciada por Jailson Pinheiro e por estes jovens deve ser destacada, onde o próprio filho de Jailson , Douglas Pinheiro (17 anos) cresceu tendo o esporte como alicerce em sua formação assim como seu irmão Jaimilson (3 anos), estas ações merecem destaque, afinal de contas estão representando nossa cidade, e onde eles vão levam consigo o nome Araruna e do estado da Paraíba, e merecem além de nosso respeito uma atenção maior dos órgãos públicos, para que  as variadas formas de esporte façam parte da convicencia diária do cidadão, e não apenas como um exemplo isolado, a ser ilustrado, como este da Equipe PitBull. Diante de tudo que foi exposto, só nos resta parabenizarmos esta iniciativa e que este projeto cada vez mais se desenvolva contribuindo com a vida de cada vez mais pessoas em nossa cidade em nosso estado. 

Jailson Pinheiro em ação
Jailson durante combate
Rapazes expondo suas medalhas conquistadas

O pequeno Jaimison com seu pai Jailson Pinheiro
Jailson Pinheiro e Pedro Neto

Jailson Pinheiro ao lado de Ednardo Gabriel 3º colocado Camp. Paraibano de Jiu-Jitsu



Os Guerreiros da Equipe PitBull
Aos que se interessem em participar dos treinamentos, não apenas para competições em torneios, mas por lazer este é o endereço da Equipe Pitbull: Avenida Semeão Leal, S/Nº, Centro, Araruna - PB.


Minhas Congratulações e Saudações aos Esportistas de  Araruna.

Wellington Rafael